quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

A última esperança

"Nenhuma quantidade de amor pode curar a loucura ou iluminar nossas melancolias profundas.”  (Dra. Kay Jamison - Uma mente inquieta)

Estaria a Dra. Jamison certa? Na vida real, creio que sim. Mas no mundo literário, onde tudo é possível, Frank G. Slaughter mostra que o amor pode sim curar a loucura, em seu livro A última esperança (Daybreak).


A última esperança conta a história do neurologista James Corwin que, após perder a esposa com tendências esquizofrênicas num trágico acidente e perder também o almejado posto de médico num importante hospital, decide trabalhar a bordo do navio Bela do Sul. Lá, ele atende a jovem e brilhante artista plástica Lynn Thorndyke e se apaixona por ela. O problema é que Miss Thorndyke tem problemas mentais e ele não tarda a descobrir que, pouco depois dessa viagem, ela foi internada num sanatório estadual e diagnosticada como esquizofrênica. Disposto a ajudá-la, Jim vai trabalhar nesse hospital e trava uma verdadeira luta para salvá-la da loucura e reintegrá-la à sociedade. Nessa luta, ele precisa encarar desde colegas que só querem um diploma sem se importar com os pacientes até uma rede de corrupção dentro da administração do hospital.


A última esperança é um livro antigo (1958 se não me engano), pelo qual eu sou apaixonada. Creio que já o li umas três vezes ou mais. Além da história de amor de Jim por Lynn, também nos oferece um panorama da doença mental numa época em que o tratamento era basicamente eletrochoque e lobotomia (uma cirurgia que corta algumas conexões cerebrais e com isso, limita algumas funções, transformando as pessoas meio que em robôs, pelo que eu entendi). Se hoje em dia a sociedade ainda não lida bem com a doença mental, naquela época a coisa era bem pior. O autor do livro é médico então eu acho que isso contribuiu para a precisão da descrição de alguns procedimentos (como o da lobotomia).


Super recomendo, mas sugiro uma consultinha básica ao dicionário de vez em quando para quem não é da área médica. E também não custa avisar: nada de pensar em tomar os muitos medicamentos mencionados no livro, ok? Em caso de problemas de saúde, consulte seu médico!

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