Saudações!
Nesta última quarta-feira do mês, na verdade último dia do mês, resolvi falar a vocês sobre um livro que me chamou a atenção há cerca de dez anos, Manon Lescaut de Abbé Prevóst.
Nesta última quarta-feira do mês, na verdade último dia do mês, resolvi falar a vocês sobre um livro que me chamou a atenção há cerca de dez anos, Manon Lescaut de Abbé Prevóst.
A história se passa na França do século XVIII. Des Grieux era um rapaz ingênuo, inteligente e de bom coração de uma família importante que acabara de completar seus estudos e se preparava para voltar para casa e seguir o rumo que seu pai tinha traçado para sua vida, como era costume na época. Eis que por acaso conheceu a bela Manon Lescaut. Linda, jovem, amante dos prazeres da vida. Contrariando todas as expectativas, Des Grieux desafia tudo e todos para viver seu amor. O problema é que Manon ama loucamente o dinheiro e se envolve com quem pode lhe dar luxo. Pelo amor da jovem, Des Grieux se envolve em todo tipo de absurdo e loucura.
Eu soube a respeito do trágico amor de Des Grieux e Manon durante a leitura de outro trágico amor pelo qual sou apaixonada: A dama das Camélias, de Alexandre Dumas Filho. Isso porque, Manon Lescaut é um livro que o herói, Armand Duval, dá à amada Marguerite Gautier com uma dedicatória que me deixou curiosa:
"Manon a Marguerite. Humildade."
Depois de ler o livro eu finalmente compreendi o que o Armand quis dizer, mas infelizmente não posso contar a vocês. Seja como for, ainda amo muito mais a Marguerite e o Armand do que o Des Grieux e a Manon. E sinceramente, Manon Lescaut me despertou indignação. Isso porque a resenha fala que ela é uma vaca e de fato o Des Grieux se dá muito mal por causa do amor que sente por ela. Mas a questão é: não é por causa dela, e sim por causa do amor! Meio confuso né? Explico: Des Grieux era profundamente passional, do tipo que primeiro agia e depois perguntava. E em todos os apuros que se metia, era evidente a opção de cair fora deles. E outra coisa: a Manon só o dispensou abertamente uma única vez. Do jeito torto dela, acho que ela lutou pela relação deles, pela felicidade deles. Não foi uma santa, é claro, mas também não é a vaca que a princípio pensei que ela fosse.
Em Manon Lescaut, o amor é elevado à décima potência de intensidade e a dor que provoca vem na mesma proporção. Os protagonistas não podem viver um sem o outro e por isso mesmo acabam se destruindo. Um amor tão intenso, tão forte, que virou até ópera, fiquei sabendo enquanto pesquisava mais para essa postagem.
Recomendo? Fico meio na dúvida. Para quem gosta de clássicos, recomendo sim, mas para quem ler A dama das Camélias... com certeza!
